quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Parabenização a proibição ao beijo

Aplausos a quem é sábio, prudente. Como não comemorar a uma atitude tão audaciosa como a proibição ao beijo em estação de trem inglesa? Como não desejar que proibições semelhantes sejam vivenciadas em nosso território nacional? Numa época em que o sentimentalismo anda tão fora de moda... e os relacionamentos tão técnicos e desmotivantes... nada melhor do que proibições a expressões de afetos. Os beijos, agora dados, não são, jamais, como os de antes.
Torcemos para que sejamos proibidos de beijar... de abraçar... de amar... Torcemos para que nossa racionalidade e lucratividade sejam valorizadas ao máximo e expostas claramente, e os sentimentos proibidos em proporções semelhantes. Não é da falta que se faz o desejo? E das proibições o desejo por vivenciá-los? Então proibamos mais... proibamos o beijo... o abraço... o amor familiar... a conquista... a liberdade...o amor difícil... o encontro sem sexo... as palavras de afeto... as demonstrações públicas de amor...
Torcemos... torcemos muito para que as proibições sejam postas em cartazes... e que sejamos levados a serem os rebeldes a transgredi-las freneticamente, e que aprisionados por semelhantes crimes, venhamos a revelar, conhecer, nossos corações, desejos, por tanto tempo encobertos.

Rosineide Sales


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


Bem me quer
Mal me quer


Bem me quer
Mal me quer
Bem me quer
Tomei-te como bem
Meu bem
Como desejei
Conhecer sobre mim
Teus desejos
Em cada pétala
Esperança
De me querer.
Diante de sua doce essência
O desejo da dependência constante
De ter direito a sua fonte
E eternamente beijar-te.
Sonhei em encostar nos seus
Meus lábios
Cheguei-te com asas
De sonhos
Esperançosa de me ter
Em teu talo.
Recebi-te com sorriso
Na face.
Desejosa de tocar

Tuas folhas
De contar contigo
Estrelas.
De viver contigo
Amores.

Eras meu maior bem
Bem me quer
Mal me quer
Mas existe o mal
O equilíbrio
Que asas não conseguiram manter.
Manter sorriso à distância
Manter sonhos que se sonha só
Manter lábios esticados
Para flor que se vira
A cada vento
Sem direcionamento
Sem certezas
Do que se quer ter.

Meu bem
És agora meu mal.
Tenho que deixar-te
Ao vento.
Seguir de lábios
Abertos
A esperar um beijo
Apaixonado.
Por outra flor que se entregue
Sem medida
Numa ânsia desmedida
Por não morrer só.
Que na indecisão
Guiada pelo vento,
Agarre-me
Em qualquer evento
Momento.
E sinta:
Sou de carne
Sou de desejos
Sentimentos.

Longe no tempo
Suas folhas vão sacudindo
Caindo...
Bem me quer.
Só és agora talo
Secando...
Mal me quer
Não és mais flor
Mas eu,
Continuo...
Em essência,
Persistência,
Beija-flor.

sábado, 7 de fevereiro de 2009



Cercada de amantes
Sou eu a solitária
A amar-te
Palavras!


A senti-lo
À distância
Num êxtase
De apaixonados.

A beijá-lo
Em sonhos
A sonhar
Acordados.

Mas em ti não há sonhos
Não há desejos
Não há quentura
Não há sentimentos.


Sem rumo
Sem desistência
Falta o ar
Que tem seu cheiro.


Falta o sentido
Suas palavras
Sua presença
Tua ausência!

Sou agora solitária
Que não cede a amantes
Porque o coração ainda espera
Por ti só, homem!