Que a vida fosse esta fantasia infantil
Onde a emoção, o coração...
Justificaria toda vitória?
Onde terias recompensa
Por ser pobre e eternamente ineficaz...
Ou antes mundialmente reconhecido
Pela generosidade da doacão a mais pobres nações
Ao sacrifício e suor dos teus!?
Não te iludas, meu amor
Nem te desesperes frente ao esperado.
Desperta, pobre eterna criança
Cuja maturidade o tempo não traz.
E quando o soluço frente a pior derrota
Romper em meio ao burburio de milhões
Chores, antes, meu amor...
Pelo tudo o que mais és tristemente um derrotado.
É que a vida, meu amado
Antes do romantismo ou história
É uma selva variada
Onde os vitoriosos só os são pelo mérito
Pelos seus constantes e eficientes atos.
E não conteis com a sorte
Esta ingrata de destino incerto
Que no mais na vida se retira
E nos deixa a porta da competência.
Onde o sangue da tradição
Não se é mais a mais-valia
E o amor, quando timidamente existente,
Da porta de casa não ousa sair.

