sábado, 25 de fevereiro de 2012

Futilidades


A futilidade é minha arte
De todas, a favorita.
A futilidade é minha vida
Cada vez mais intensa.

A futilidade que coloca em mim
O brilho de um romance antes opaco.
Que me eleva sob os saltos de seus sapatos
E me colore como uma gueixa
A despertar a arte da sedução.

A futilidade pinta meus dias
Clareia em verde meus olhos.
E traz cor ao meu velho espelho de quarto...
Pinta de vermelho meus antigos lábios
E me eleva, sob olhares,
Com suas vestes a transformar-me em astro.

E é a essa futilidade
A minha alegria constante
Que em meio ao tempo de fugacidade
Faz-me criar felicidade.

Futilidade que me incendeia
E apaixona meros mortais racionalizados
Que sob discursos importantes
Lutam eternamente para não concluir
Que a vida é de essência, futilidade.

E eu...
Que não sou boba a viver discursos
Nem ligo para opiniões contrárias
Vou vivendo em minhas futilidades
Caindo e levantando a cara
Porque o importante mesmo
É ser fútil
Expressão viva e sublime
De uma existência libertária.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dança da vida


Quero hoje a praia
Mesmo que chova.
Quero a esperança do amanhã
Mesmo que as horas demorem a passar.

Quero um beijo
Em fotografia colorida
Para que possa eternizá-lo
Em vivência bem presente.

Quero a comida mais saborosa
A graça do saboreio
Para que não se perca nenhum traço
Da felicidade passageira e pitoresca.

E no final da tarde
Depois de uma dança à prenda
Possa descansar em doce rede
A reviver o que no dia foi escape.