quinta-feira, 30 de abril de 2015

O burburinho do silêncio

Sob o burburinho de multidões
Es em silêncio a menina
Menina que em rua não se nota
Que em cotidiano não se saliencia.

Silêncio que em casa provoca
A eclosão de burburinhos inauditos
Que com apenas soluços se rompe
Um grito ou esboço de suspiro.

As multidões de vozes tangenciais
Os inúmeros sonhos divergentes
A vontade de não ser só gente
Sob o quadro... Multicores reveladas.

Como livro que se esconde
Embaixo de almofadas
Eis a menina a ofuscar
A verdadeira expressão... essência... da arte.