quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Benzinho
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Ruído
As vezes as palavras não dizem nada
As vezes as palavras dizem muito
Muito mais do que eu queira expressar...
E vão elas se multiplicando
Tentando corrigir o incorrigível
Quando na virtualidade não há borracha
E dela se exclui a face, o sorriso
Se retira as expressões da velha face
As lágrimas de choro e de riso
O olhar e seus desvios inevitáveis
Fica quase nada
Só palavras, pontuações
Quase sempre mini ou monosilábicas
Muitas vezes mal enterpretadas
E vamos nos desviando
Tentando corrigir palavras editadas
Na vão tentativa de editar o indizível.
E na impossibilidade de se revalar a face
De fazer carinhas diferentes
E apagar com beijos e carícias
O que a falta da esponja do whats não apaga...
Vou eu a dormir tão aborrecida... incompreendida
Diante dos sentimentos e da realidade serem tão diferentes e calmos
Daquelas multidões de palavras virtualmente mal expressadas.
Pobre de mim e infeliz ser contemporâneo!!!
Onde a virtualidade nem de longe me fornece
Os inúmeros recursos que minha humanidade usufruia
E a palavra se torna a imperiosa verdade absoluta e incorrigível.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Inverno
No caminho
quinta-feira, 30 de abril de 2015
O burburinho do silêncio
Es em silêncio a menina
Menina que em rua não se nota
Que em cotidiano não se saliencia.
Silêncio que em casa provoca
A eclosão de burburinhos inauditos
Que com apenas soluços se rompe
Um grito ou esboço de suspiro.
As multidões de vozes tangenciais
Os inúmeros sonhos divergentes
A vontade de não ser só gente
Sob o quadro... Multicores reveladas.
Como livro que se esconde
Embaixo de almofadas
Eis a menina a ofuscar
A verdadeira expressão... essência... da arte.
