segunda-feira, 12 de junho de 2017

Bodas de papel

O papel é frágil, é mole, é leve
Vai flutuante ao vento...

Mas é no papel que vamos
Escrevendo nossas vidas
Colorindo a existência 
Projetando o futuro 
E ofertando realidade aos sonhos...

E lá vamos projetando-nos sobre ele
Rabiscando e rascunhando com sonhos.

Lá vamos construindo-nos... reconstruindo-nos...
Sobre esse papel.

Vamos descobrindo a vida
O que é ser dois em um
O que é sair do constante e imperativo eu
Para irmos viver o altruísmo.

E brincando de colorir nosso papel 
Vamos nós, benzinho 
Florindo nosso lar, nossas vidas
Com a graça da fé, da parceria...
Do amor infinito!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Curioso

Curioso que és...
Não esperas o cintilar da noite
Nem o amanhã 
Para conheceres minhas palavras 

Curioso que és...
Vens procurar meus versos 
Na esperança de revelação 
Do outro... de mim... 

Mas encontras a ti
Meio reflexo
Meio discursivo
Meio inesperado 

Não te irrites, meu amor
São palavras de momentos 
São ações do momento 
Enquanto o amor vai perpassando...

Ele, sim, inexplicável 
Soberano, sublime...
A quem nem ao tempo se prostra
Antes, é ele nossa âncora na inconstante existência 

sábado, 3 de junho de 2017

Não dou

Não dou, não dou...meu amor
Mesmo velho, mesmo usado
Mesmo sem o primeiro encanto
Mesmo meio desgastado 

Não sou de desfazer
Das coisas que tenho
Das que conquistei
E das que na vida obtenho

Não sou de esquecer
Do bem que me fez
Da alegria que me trouxe 
Dos momentos que vivemos 

Não sou de fazer joguinho 
De arriscar a sua perda
Com bobagem
Ou momentos distantes

Sou acumuladora
De momentos...
De romance...
De eventos 

Guardo comigo
Tudo o que Deus me concede
Tudo o que aceita ficar
E não se engrandece

Antes reconhece 
Que na vida a gente revela 
O amor por quem é nosso
Através da sua relação com os objetos.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Um dia

Um dia, meu amor
Você vai descobrir
O que realmente é importante 
Quanto a porta de casa se fechar

Você vai lembrar da diferença 
Entre amor e amizades 
E vai racionalizar
Os momentos que precisou de alguém 

Vai lembrar dos que são para mesas
Dos que são para conversas
Dos que são para espetáculos 
E dos que são para vivência 

Vai lembrar dos cortes de cabelo
Das noites rejuntando piso 
Das roupas no closet
Dos jantares tão bonitos

Vai lembrar das lágrimas ...
Das alegrias e tristezas 
Das realizações 
Sempre compartilhadas

Vai lembrar da sombra
A seguir teus passos 
E de quanto se lutou
Para que hoje estejas de pé

Ai... perceberás o verdadeiro sentido
Da amizade... do amor...
Da fé e do companheirismo
Que só a morte te separou

E já não estaremos mais juntinhos 
Para ver tua homenagem póstuma 
Embora eu parta realizada
Em saber que pratiquei... o amor.