Fazer o bem pode fazer mal
Desloca para o outro
O foco que seria Eu.
São como os direitos constitucionais
Insaciavelmente ampliados sem retrocessos
Como uma bola de neve ladeira abaixo
É sempre mais
Espera-se mais de mim
E espera-se insaciavelmente
Menos de Eu.
Se faço, é dever
Se não faço é maldade
Se fico inerte
Insensível...
Mas quem me fará bem?
Ah! Isso já é egoismo
A espera pelo ato do próximo
Que o próximo espera de mim.
Não querido! Não é texto confuso
É que na confusão da vida
Ainda esperamos... projetamo-nos no outro
Enquanto o falo nunca é tamponado.
E o Eu... vai ficando cada vez mais forte no discurso
Como num quadro abstrato
Que penduramos na sala por arte
Enquanto passamos correndo pela porta da rua.