Faz um mês
Que o Sim imperou sobre o Não
E o medo e incertezas se desfizeram
Como sob poderes de super-heróis
Que nunca deixaram de serem gente
Mas revestidos com o traço da coragem.
Foi assim que mudei de nome
De bairro... de casa... de vida
Para uma nova vida
Tão antiga em meus nobres sonhos
E orações pelas madrugadas.
O amor... o amor...
Meu ilustre leitor
Tem seu tempo e autonomia
Como o sol, o mar, as estrelas, a vida
Mesmo que com sua fantasiosa face
De que o dominamos por completo.
E quando pensamos que ele não vem
Que a subjetividade é pessoal
Lá vem ele devagarinho
Com jeitinho e carinho
A nos remexer por dentro.
Como bolacha de infância
Segue meu coração de vagão
Transbordante pelo caminho da existência
Contando, agora, o tempo
Para logo trazer meu amor de volta.
Volto a ser criança
A correr pela casa
E a dividir o pão
A compartilhar mil sonhos
E infinitas projeções.
O outro... o outro... meu querido
Deixa de sê-lo um outro
Para ser uma mesma xícara.
Embora permanecendo com suas gravuras impressas
E as distintas funções do corpo e da alça.
E se a estação dos ventos chegará
Pouco importa para os recém amantes
Cujo presente com seu romance se faz marcar
Sob a a sabedoria de quem está aprendendo a perpetuar
A Felicidade Clandestina.
