Não se prendas, beija-flor
A tempestade do campo... que ontem
Passageiramente a flor parece ter estragado.
Não te iludas, beija-flor
Com a racionalidade do presente
Quando a vida nos tanto surpreende.
Não deixes, beija-flor
De beijar a flor mais bela do campo
Por achares que há sempre nela espinho e temeridade.
Não te esqueças, beija-flor
Que numa manhã inesperada
Podes abrir para ti o néctar mais sonhado...
É que a vida, beija-flor
As vezes vem como roleta da sorte
