Como o menino a brincar com o carretel
No movimento do vir-a-ser pelo Fort-da
Vou eu a tentar controlar a vida
Através do meu fraco e curto cordão
Tentei trança-lo
Mas ele encurta
E não alcança o futuro
Tentei limpá-lo
A ser forte como era
Mas não alcança o presente
E como cobertor curto no inverno
Como fico eu?
Se não, a puxar o que tenho
Mas olho para frente
E me apavoro
O futuro não existe, nem antes, se revela
Não posso pintá-lo
Em meu quadro rabiscado
Amarrando-o a assim se realizar
Nem posso abandoná-lo
Já que a família vive muito
E eu, quase certamente, irei alcança-lo
Pobre neurótico que sou
A sonhar em dominar o tempo... a vida...
Enquanto só tenho um leve carretel na mão !