sábado, 13 de fevereiro de 2016

Infinito



O mar e seu infinito 
A indefinir minha vida
A refletir imenso passado perdido
E um futuro tão impalpável 

As crianças e velhos brincando 
Com o vento, com a vida
Enquanto só aprendi a brincar
Com o trabalho e a mente reflexiva  

O sol vai esquentando sobremaneira
A queimar meu rosto, minhas pernas, minha esperança 
O frio que só aparece internamente 
Preferencialmente nas noites solitárias 

Cercada pela família 
Por namorado tão indiferente 
A este mundo tão realista e perverso
A prometer o que a educação nunca dará 

E eu, a menina dos livros, dos diplomas colecionáveis 
A viver a solidão e a constância 
De um trabalho mediocre em quatro paredes 
Enquanto a mídia vai espalhando a utopia do sucesso garantido