O mar e seu infinito
A indefinir minha vida
A refletir imenso passado perdido
E um futuro tão impalpável
As crianças e velhos brincando
Com o vento, com a vida
Enquanto só aprendi a brincar
Com o trabalho e a mente reflexiva
O sol vai esquentando sobremaneira
A queimar meu rosto, minhas pernas, minha esperança
O frio que só aparece internamente
Preferencialmente nas noites solitárias
Cercada pela família
Por namorado tão indiferente
A este mundo tão realista e perverso
A prometer o que a educação nunca dará
E eu, a menina dos livros, dos diplomas colecionáveis
A viver a solidão e a constância
De um trabalho mediocre em quatro paredes
Enquanto a mídia vai espalhando a utopia do sucesso garantido
