sexta-feira, 28 de agosto de 2009


Por quê?

Por que eu me faço de boba
Deixo-me ser boba
Perdida no tempo?

Deixo passar o tempo
Minha vida
Numa ânsia desmedida
Que nem mede realidade.

As curvas na face
As curvas na vida
E vou com meu carro
Só de nome
Por uma estrada sem saída.

Como uma criança que sonha
Ser o algodão doce
A nuvem lá do alto;
Vivo olhando para cima,
E você, segurando minha face.

Por que não me deixas ver?
Olhar para esses meus pés
Tão limitados.
Parados,
Como quem estar por decidir caminho
Sem nem ainda existir essa intenção?

Por que nunca me ensinastes a visão?
Por que desde a cegonha
Nunca contaste a vida
Vida concreta, sem maquiagem,
Sem estórias de santos
Sem castigo de Deus?

Por que nunca cortastes
A alça que nunca
Deixou-me correr?
Por que nunca deixastes
Que eu reparasse
Sua vida, seus amores?
Para que assim,
Tivesse a coragem
De seguir-te
Não tuas palavras e estórias
Apenas tua vida.
E quem sabe ir mais a frente?

Mas apenas me enchia de sonhos
E me prendia a saia
Como tua eterna criança
Sem nunca ver
Que eu já tinhas asas
E só precisava voar.

Você com tuas estórias
De princesas
De donzelas
De princípes...
Estórias que limitam vidas
Por traz de ideais românticos.

Virei eu,
A tua bela adormecida
Com os olhos fechados
Pés deitados,
Só lagrimas correm.
Nessa pequeno existir

Apenas sigo sonhando,
Sonhando com tuas estórias
Estórias que nunca
Tiveram o poder de serem vivas.

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