
A futilidade é minha arte
De todas, a favorita.
A futilidade é minha vida
Cada vez mais intensa.
A futilidade que coloca em mim
O brilho de um romance antes opaco.
Que me eleva sob os saltos de seus sapatos
E me colore como uma gueixa
A despertar a arte da sedução.
A futilidade pinta meus dias
Clareia em verde meus olhos.
E traz cor ao meu velho espelho de quarto...
Pinta de vermelho meus antigos lábios
E me eleva, sob olhares,
Com suas vestes a transformar-me em astro.
E é a essa futilidade
A minha alegria constante
Que em meio ao tempo de fugacidade
Faz-me criar felicidade.
Futilidade que me incendeia
E apaixona meros mortais racionalizados
Que sob discursos importantes
Lutam eternamente para não concluir
Que a vida é de essência, futilidade.
E eu...
Que não sou boba a viver discursos
Nem ligo para opiniões contrárias
Vou vivendo em minhas futilidades
Caindo e levantando a cara
Porque o importante mesmo
É ser fútil
Expressão viva e sublime
De uma existência libertária.
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