As vezes as palavras não dizem nada
As vezes as palavras dizem muito
Muito mais do que eu queira expressar...
E vão elas se multiplicando
Tentando corrigir o incorrigível
Quando na virtualidade não há borracha
E dela se exclui a face, o sorriso
Se retira as expressões da velha face
As lágrimas de choro e de riso
O olhar e seus desvios inevitáveis
Fica quase nada
Só palavras, pontuações
Quase sempre mini ou monosilábicas
Muitas vezes mal enterpretadas
E vamos nos desviando
Tentando corrigir palavras editadas
Na vão tentativa de editar o indizível.
E na impossibilidade de se revalar a face
De fazer carinhas diferentes
E apagar com beijos e carícias
O que a falta da esponja do whats não apaga...
Vou eu a dormir tão aborrecida... incompreendida
Diante dos sentimentos e da realidade serem tão diferentes e calmos
Daquelas multidões de palavras virtualmente mal expressadas.
Pobre de mim e infeliz ser contemporâneo!!!
Onde a virtualidade nem de longe me fornece
Os inúmeros recursos que minha humanidade usufruia
E a palavra se torna a imperiosa verdade absoluta e incorrigível.
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