sábado, 3 de junho de 2017

Não dou

Não dou, não dou...meu amor
Mesmo velho, mesmo usado
Mesmo sem o primeiro encanto
Mesmo meio desgastado 

Não sou de desfazer
Das coisas que tenho
Das que conquistei
E das que na vida obtenho

Não sou de esquecer
Do bem que me fez
Da alegria que me trouxe 
Dos momentos que vivemos 

Não sou de fazer joguinho 
De arriscar a sua perda
Com bobagem
Ou momentos distantes

Sou acumuladora
De momentos...
De romance...
De eventos 

Guardo comigo
Tudo o que Deus me concede
Tudo o que aceita ficar
E não se engrandece

Antes reconhece 
Que na vida a gente revela 
O amor por quem é nosso
Através da sua relação com os objetos.


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