Ela anda pelas ruas da existência com os pés descalços
A sentir o calor excessivo do solo soteropolitano
As inúmeras pedras no caminho
Os buracos da estrada
O aguaceiro das tempestades isoladas...
Mas os transeuntes, ao lado, prosseguem
As vezes inertes ou cabisbaixos
As vezes eufóricos e fantásticos
Como uma gangorra em praça pública
Na rua da Felicidade
Não faz frio, nem calor
Não tem gente no lado
em meio a multidão desorientada
Seguem como marimbondos
Cuja casa é atacada.
Mas esta menina com cabelos ao vento
que caminha a pés descalços
Tudo sente, sofre, goza, vê, ri, chora...
Enquanto os calos nos pés vão preparando-a
A vivenciar a clandestina felicidade!
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