segunda-feira, 30 de julho de 2012


Sorria, Rosy
Enquanto o saber é enfadonho
E as páginas amareladas em que vives
Não resgatam o brilho e a vivacidade da árvore.

Antes do saber, havia a sensação
Antes da página, a mata
Anterior ao mundo virtual, o real
O real... sempre houve este inalcançável.

Para que buscá-lo... decifrá-lo?
É preciso ser sábio para abandonar a sabedoria
E no regresso do querer quase nada
Encontrar o tudo... a vida.

Como um presente que não se espera ganhar
Eis o que o tato, o olfato, o sentir... valerá
Na regressão ao toque na velha relva molhada.
Os olhos descompromissados, na manhã, nascem.

E se, na loucura do amanhã, sonhar com o passado
Melhor é parar no tempo... presente.
Pois o tempo, esse ser imperdoável
Só se eternizará com as sensações de um apaixonado.

                        Rhiandra Marim

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