Como agua que se esvai
Entre meus grossos dedos
Eis o tesouro para um coração ferido
Se esvaindo...
Enquanto, distanciando-me
Começo a notar o brilho de uma pedra cintilante
Brilhante e com valor antes inestimável.
Na mistura entre as aguas doce
E salgada de meus cansados olhos
Eis a emoção, de novo, transbordando
Desesperadamente, por um tesouro
Que a agua eis a levar.
Enquanto, incassavelmente
Elevo o olhar para cima
Numa vã tentativa de voltar no tempo
E reter o que antes nem sabia possuir...
As voltas da agua vão dos pés tirando
O sustento e a posição
Que algum dia sustentou, por segundos
A beleza e o extase do contato com a preciosidade.
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