quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vida Nordestina

Pequenina
De sonhos noturnos
Que a brisa forte
Da manhã dispersa

Os sonhos
Que um dia tivera
E que hoje a poeira
Encobrindo-os, impera.

Na ausência de lágrimas
Em seca nordestina
Impera a dor
No peito da menina.

Vida que não cresce
Na ausência de vitaminas
Segue andante, sem destino
A pobre pequenina.

Riquezas em novelas
Sonhos tardios
Vê-se cada vez mais escasseados
A riqueza dos anos infantis.

Donde em terra de ouro
O capital impera
Rompe o grito angustiante
De não poder ser, aquela menina.

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