É na imensidão do peso
Que revelo a força oculta.
Como uma menina descalça
Que segue em frente a caminhos longosEm deserto sem água
Que da raiz profunda retira vida...
Eis-me no deserto longo
A escavar esperança
A manter-me viva.
Surge agora a aparência do sublime Ser
Com suas grandes mãos
A gotejar-me pingos d’água
Fazer-me vislumbrar o entardecer.
E como uma águia
Depois de longa despenagem
Lá vou eu abrindo as asas
E saltando por entre abismos
Enquanto o infinito me acha.

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