sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Histeria

 
Amo vê-la numa polaridade desmedida
Numa intensidade inebriante
Com esse corpo sob medida
E sensualidade extravagante.

Amo vê-la na paixão alucinante
E tempestiva de um olhar... uma semana
Imersa no posterior medo dominante
A fabricar desejos, louca Ana.

Com essa ilusão frenética no saber
Vais colocando o mundo nos teus domínios
Para depois, só por prazer
Jogá-lo ao espaço de tristes caminhos.

O que queres?
Nunca soube apreender
Pois como raio no horizonte
Eis seu estrondo logo ao aparecer.

Por que brincas com desejos
Pobre menina inconstante?!
Se ficas no limiar
E nunca ousas ir adiante.

Não precisas dizer mais nada
Eis que longe tiro a bélica graça
Até que no universo do receio
Vais brincando de mexer desejos...

Minha histérica!

Paul Karter

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