Ai...saudade
Saudade de quando fazia frio
E a minha pele o sentia.
Saudade de quando o verão
Por minha janela transpassava
E eu alegremente o via.
Saudade de quando a primavera
Em meus olhos brilhavam
Com suas pétalas desprendidas.
Saudade de quando meus pés
Descalços corriam
Pelo chão ainda morno da fantasia.
Saudade da parede de casa
Que todo dia encostada
Me media.
E eu, com os olhos para frente
Nem percebia
O tempo que para trás corria.
Saudade da boneca de cristal
Do papai noel no natal
E do amor acreditável.
Saudade de minha infancia prolongada
Onde não ter quase nada
O coração era, completamente, o mais-valia da vida.
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