Que se passam no caminho
Que atravessam nosso percurso
Que o muda como corrente de ar que passa
Lá se vai a menina
Antes tão linda, perfumada e no salto
Agora de cabelos ao vento
Com o cheiro das folhas e do barro
Descalça, com a graça de menina
Menina que agora o medo faz surgir
Como os fantasmas de uma noite qualquer
E a inocência a rever sua colorida vida
Com a temeridade de um velho experiente, mas desencantado
Que fará da vida esta menina?
Se do interior de outros seres
Não se conhece quase nada
E do futuro, segurança inexiste em seu vocabulário
Que fará deste morno coração esta menina?
O congelará em sua torre de marfim?
Ou o aquecerá no perigoso fogo do amor?
No meio da vida
Lá se vai os caminhos divergindo
A partindo...
No longo e imprevisível xadrez da existência.
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