
Quando a vida se mostra incerta
O que ás de querer?
O que ás de prever?
Por que ás de sonhar?
Ah, amado...
Ponha os pés no chão
E se quiseres,
Dai-me um abraço
Mas não fale nada...
Pouco é preciso.
E vais andar descalco
Pela rua
Pela vida.
Restitui a crianca perdida
As flores caidas
A estrada de barro.
Deixe em casa o relógio
Se o tempo não existe.
E a vida virtual
Se somos só de carne.
Venha. Pegue em minhas mãos ásperas
De quem trabalha na terra.
Deixe de lado sua filosofia
Inservível para os mortais.
Tenho que mostrar-te os leoes que não conheces
As flores que não cheirastes
Os amores que não provastes
A vida de que tanto se passou.
O nascer do sol que nunca viste
O capim que nunca amassastes
E a lua sob a qual nunca amastes.
E talvez, no final da caminhada
Note a ausencia do caminho
E a presença da falta
Falta que nunca deixa de ter
De ser
O elemento do desejo
O combustível da vida.
O que ás de querer?
O que ás de prever?
Por que ás de sonhar?
Ah, amado...
Ponha os pés no chão
E se quiseres,
Dai-me um abraço
Mas não fale nada...
Pouco é preciso.
E vais andar descalco
Pela rua
Pela vida.
Restitui a crianca perdida
As flores caidas
A estrada de barro.
Deixe em casa o relógio
Se o tempo não existe.
E a vida virtual
Se somos só de carne.
Venha. Pegue em minhas mãos ásperas
De quem trabalha na terra.
Deixe de lado sua filosofia
Inservível para os mortais.
Tenho que mostrar-te os leoes que não conheces
As flores que não cheirastes
Os amores que não provastes
A vida de que tanto se passou.
O nascer do sol que nunca viste
O capim que nunca amassastes
E a lua sob a qual nunca amastes.
E talvez, no final da caminhada
Note a ausencia do caminho
E a presença da falta
Falta que nunca deixa de ter
De ser
O elemento do desejo
O combustível da vida.
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