sexta-feira, 9 de janeiro de 2009


FELICIDADE

Disseram-me que felicidade existe,
E desde pequeno a procuro.
Não sei se é somente porque gostei de seu nome,
Ou é um amor platônico e infantil.
Não sei se é inconsciente ou racional,
Não sei se porque me juraram que ela existia,
Que tomei por prová-la.
Às vezes, até cheguei a tocá-la, de longe.
Conquistei o seu lenço, somente.
Ela sorriu por um minuto,
E eu parecia estar nas nuvens,
Por uns minutos.
Dormi, sonhando que ela continuasse ali mesmo.
Mas pura ilusão.
Ela fugiu, ou não era o seu lugar.
Então a desejei completa e eternamente, só para mim.
A Procurei incessantemente; os anos passaram.
Nunca esqueci aquela linda e inexplicável felicidade.
Outras vezes até conquistei um pouco de sua presença,
Algum resquício de si. Mas só isso.
Então era isso,
Talvez ela existisse, ou fosse utopia humana.
Mas bastava isso: amá-la e desejá-la,
Mesmo que nunca a possuísse completamente.
Porque a vida é a verdadeira graça!
E eu: sua criança, a brincar entre suas infinitas pernas.
Rosy Sales

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