quarta-feira, 21 de janeiro de 2009


Vida distante ou
Amor à distância

Que felicidade!
Não estou sozinha
Nem preciso sair de casa.
Não preciso ter casa
Não preciso ter medo de amar.

Não preciso parar de estudar
Não preciso sair para trabalhar
Não preciso aventurar o coração...
Para ter a sensação de namorar.

Tenho meu amor e amo-o
Em palavras
Em discursos...
Em fotografias.

Amo-te sem nunca ver-te
Amo-te sem nunca tocar-te.
Beijo-te todas as noites
E amamo-nos em nossas casas.

Nosso namoro já se prolonga
E a paixão nunca acaba.
Sempre tenho novas
E tu, palavras.

Relacionamento sem brigas
Sem ciúmes, nem defeitos
Tu és perfeito
E eu, a tua amada.

Amamo-nos em sonhos
Amamo-nos em tela
Vamos criando desejos
Em inventários de vida bela.

Como amores comuns
Sentimos a falta
A falta de palavras
Quando o tempo nos falta.

Sinto a tua falta
E desejo-te toda a noite
Até quando nos amamos, em palavras
Frente a telas pintadas.

Tela onde pintamos desejos
Tela onde o cupido arteiro
Flechou-nos com linhas
Linhas trançadas de palavras.

Para de palavras fazeres a nossa cama
De palavras estremeçermos os corpos
De palavras criarmos o amor
E de palavras nos criarmos.

E eis voce no meu quadro
Idealizado como nosso amor
E eis eu no seu
A trazer poucos traços do que sou.

E sem materialidade
Nao precisamos mais de realidade
Precisamos somente da virtualidade
Que nos faz perfeitos amantes e estrelas.


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